Brasília: 2010. 65 p.
Organizations: 
Brazil. Ministério da Saúde
Collection: 
Adolescentes e Jovens para a Educação entre Pares, Saúde e Prevenção nas Escolas
Description: 
O propósito da série Adolescentes e Jovens para a Educação entre Pares, do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), não é ser apenas mais um conjunto de fascículos, e sim trazer provocações e aprofundar o conhecimento que os(as) adolescentes e jovens têm a respeito de temas presentes em toda a sociedade, e que, muitas vezes, são tratados de maneira equivocada ou com preconceitos. Ao mesmo tempo, deseja orientar o trabalho por meio de oficinas, debates e leituras. Pretende, também, provocar reflexões e instigar o diálogo sobre as temáticas do SPE dentro das escolas brasileiras. Este fascículo traz uma série de oficinas e textos relacionados aos temas raça, racismo e etnias. Durante muito tempo, disseminou-se a idéia de que a sociedade brasileira era uma democracia racial, ou seja, que vivíamos em um país em que não havia nenhuma forma de preconceito nas relações entre as pessoas brancas e negras. A partir da pressão de ativistas do movimento negro e com a colaboração de estudos e pesquisas que identificaram claramente a existência das desigualdades étnicas e raciais no Brasil, vêem sendo construídas estratégias de políticas públicas para enfrentar estas desiguldades. As políticas afirmativas que garantem um maior acesso a pessoas pretas, pardas e indígenas à escolarização é um exemplo destas políticas. O uso da expressão 'racial' ganhou no Brasil um significado político no processo de afirmação das identidades das populações negras, entre as quais estão incluídos especificamente pretos e pardos. Quando se trata da diversidade da população brasileira, negro é, para além da cor, a expressão de culturas, de tradições, de religiosidades e particularmente, de uma história. Uma história de exclusão e uma história de lutas por uma sociedade mais justa e livre do racismo, seja o racismo declarado ou o racismo camuflado. O movimento indígena e muitas pesquisas realizadas no campo da antropologia, têm mostrado, que as relações interéticas entre povos indígenas e não indígenas também é historicamente marcada por relações conflitantes e de desrespeito as populações indígenas. Mais de 220 povos indígenas diferentes estão presentes no território nacional, falantes de aproximadamente, 180 linguas diferentes. Apesar das várias mudanças já constatadas, basta dar uma olhada, por exemplo, nos indicadores de mortalidade materna, de expectativa de vida e de mortalidade infantil, para perceber que, em pleno século 21, o racismo e a discriminação racial ainda impedem que negras e negros, índios e índias tenham a mesma oportunidade que brancas e brancos. Neste fascículo, a proposta é justamente a de promover uma ampla discussão sobre o racismo, desde a que orienta pequenos gestos que acabam passando despercebidos, mas que são norteados por preconceitos raciais e justificam atitudes e comportamentos pessoais discriminatórios e excludentes, até aquele cuja manifestação impede que as pessoas tenham seus direitos fundamentais protegidos ou efetivados. A metodologia sugerida éáde linha participativa, apoiada na estratégia de educação entre pares. Partiu-se do princípio de que os(as) adolescentes e jovens são sujeitos ativos e devem ser envolvidos(as) na discussão, na identificação e na busca por soluções, tanto individuais quanto coletivas, que tenham como objetivo enfrentar e superar o preconceito e a desigualdade.
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